Coração prisioneiro.
As vontades rasgam o peito, defuntos e melancólicos dedos que penetram no defunto músculo.
O sangue escorre até aos pés.
Apenas artérias e veias se encontram no chão.
"De dentro para fora ou de fora para dentro?De fora mataram me por dentro, mas de dentro vou morrendo para fora; mantém-se a questão. "
As extremidades cedem ao frio, energia já não passa; congelado neste momento.
Rasgam-se as roupas.
A raiva aparece, o ódio prepondera-se.
Os dedos estalam com a força, feridas se abrem nos vincos da pele.
(Sinto-me capaz de destruir tudo, para que não me sinta sozinha.)
Sou um fardo da minha própria consciência e pensamentos contritos emergem-se no espírito.
Os braços abrem-se à chuva.
Os músculos contraem-se.
A água escorre pelo corpo, limpa o sangue vertido
Os olhos fechados.
O coração palpita, aumenta a arritmia.
Falta de ar, mas mantém-se o controlo.
Perde-se o controlo.
Cada respiração é uma rocha, que se esbate contra as paredes do pulmão.
As memórias instalam-se, invadem, irrompem a cabeça.
A visão sem hipótese, rendida à tua imagem.
Caio e abraço o peito.
Grito ao mundo, o teu nome
O eco soa-se vazio ao mundo.
(A verdade é que soa-se vazio ao teu ouvido)
Mas a razão não faz parte da minha voz.